SAIBA MAIS
SOBRE COLESTEROL
Quem pensa que ingerir
alimentos com alto nível de colesterol aumenta a sua própria taxa
dessa mesma gordura no sangue, pode estar enganado. Algumas pesquisas
recentes apontam que o efeito de alimentos ricos em colesterol no corpo
de uma pessoa depende de três fatores combinados: a quantidade de
gordura ingerida dentro da dieta ou alimentação do indivíduo; do nível
de triglicérides e do próprio nível de colesterol no sangue.
Como exemplo pode-se indicar
duas pessoas: a primeira com alto nível de colesterol e a segunda não
só com alto colesterol como também com alto índice de triglicérides.
Se ambas ingerem toda manhã dois ovos dentro de sua dieta de baixas
calorias, os efeitos se apresentam diferentemente. Na primeira não há
alteração das gorduras no sangue. Já a segunda pessoa apresenta um
aumento do colesterol, isso acontece porque já há o alto nível de
triglicérides e do próprio colesterol no organismo deste indivíduo.
O colesterol em crianças também
vem sendo objeto de pesquisas. Altos níveis de colesterol infantil
podem levar ao aparecimento de vestígios de aterosclerose. Nessa doença
as artérias tendem a ficar estreitas devido ao acúmulo de tecidos
gordurosos que são principalmente constituídos de colesterol. Quando
afeta artérias próximas ao coração ou ao cérebro, é responsável
por infartos ou "derrames".
Crianças que têm infartos ou
acidentes vasculares cerebrais no histórico familiar devem ter seus níveis
de colesterol medidos e, se necessário, comparados para que o médico
comece uma dieta de prevenção ou receite os medicamentos necessários.
Você pode também reduzir o
seu colesterol tendo uma alimentação balanceada e sem precisar de
medicamentos. Quando o LDL, o colesterol ruim, está acima de 130 mg/dl,
é interessante que consulte um médico. Você também podem tomar as
seguintes providências:
· Reduzir a quantidade de gordura animal ingerida;
· Comer peixe pelo menos duas vezes por semana ( pesquisas têm
apontado que certos ácidos gordurosos dos peixes reduzem o colesterol);
· Usar óleos de canola ou soja na preparação da comida;
· Comer grãos, brotos, vegetais, frutas e ingerir vitaminas e
minerais;
· Perder peso, mesmo que seja pouco reduz o LDL e aumenta o bom
colesterol, o HDL.
· Exercícios físicos aumentam a resistência física e também a taxa
de HDL.
· E, finalmente, parar de fumar que, além dos benefícios óbvios,
aumenta o bom colesterol.
Porém, talvez não seja
indicado ter o nível de colesterol muito baixo. Uma curiosidade é que
vários centros de pesquisa dos Estados Unidos e Europa vêm
relacionando baixo colesterol com episódios de depressão e, até, suicídio.
Essa relação vem sendo observada desde meados dos anos oitenta, quando
os medicamentos para baixar o nível de colesterol no sangue surgiram.
Os médicos e pesquisadores de então começaram a perceber que muitos
de seus pacientes que tomavam estes medicamentos apresentavam sintomas
de depressão ou chegavam a se suicidar.
É claro que tudo isso pode
variar de pessoa para pessoa. É por essa razão que, em caso de dúvida
deve-se consultar um médico. Só ele pode dizer se há necessidade de
medicamento ou dieta e explicar tudo a você, o paciente.