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POPEYE ESTÁ CERTO?

Que tal trocar a alface do seu "X- Mc bobs" por espinafre, pense na idéia. O lanche pode ser um X-burger ou um sanduiche de perú com baixo teor de gordura, mas os consumidores poderiam melhorar a ingestão de nutrientes com uma substituição: usar espinafre no lugar do alface. Não dá para notar a diferença e um sanduiche guarnecido com espinafre tem muito mais quantidades de nutrientes fundamentais, incluindo vitaminas C, A e ácido fólico.

Sabemos que as pessoas não comem a quantidade recomendada de verduras e legumes, e como resultado, elas não usufruem dos nutrientes que estes vegetais fornecem. Com o espinafre poderíamos fazer uma pequena mudança nos alimentos que as pessoas já ingerem e ter um impacto significante em sua qualidade nutricional. Os hamburguers com espinafre são tão saborosos quanto aqueles com alface. A diferença não está no sabor, mas na textura; talvez a carne não fique tão crocante, é o que observaram os técnicos em nutrição que fizeram uma pesquisa publicada recentemente.

Uma força nutricional poderosa: O ácido fólico adicional que o espinafre contém em relação a alface servida nos sanduiches é algo que precisamos, e as mulheres grávidas precisam muito, uma vez que ele ajuda a reduzir o risco de defeitos fetais. A idéia é excelente - a razão principal é porque o espinafre é muito rico em vitamina A e a alface nem tanto. Em meia xícara de espinafre existem 97 microgramas de vitamina A enquanto apenas 11,4 microgramas podem ser encontradas em meia xícara de alface crua. Meia xícara de espinafre também contém 54 microgramas de ácido fólico enquanto a alface contém 16 microgramas.

Se os restaurantes de refeições rápidas pensassem dessa forma o público seria beneficiado. As pessoas são muito relutantes no que se diz respeito à ingestão de frutas e verduras, principalmente crus, na sua alimentação, e esta é mais uma estratégia nutricional fácil para as refeições usuais. O espinafre contém luteína, substância que ajuda a proteger os olhos da catarata e da degeneração macular, uma deterioração progressiva da parte central da retina que resulta na perda da visão direta. A nutrição de uma pessoa seria melhorada através da ingestão de duas ou três porções de espinafre por semana devido à presença de luteína; veja abaixo:

A luteína é uma vitamina do grupo dos carotenóides, como a vitamina A, e é encontrada em vegetais e frutas, principalmente nos vegetais de cor verde, como o espinafre. Não é fabricado em nosso organismo. Age como antioxidante, protegendo as células contra os danos causados pelos radicais livres.

A mácula está no centro da retina, diretamente atrás de sua lente, o cristalino. É uma pequena área formada por milhões de células que nos fazem enxergar perto e ver os objetos claramente. Os cientistas acreditam que o pigmento macular também protege a retina. A densidade do pigmento macular tem sido usado para mensurar a "saúde" do olho. As pesquisas mostram que a luteína e a zeaxanthina são os antioxidantes predominantes encontrados na mácula. A ingestão dietética de luteína aumenta a densidade do pigmento. Fumo e álcool reduzem esta densidade, bem como a exposição ao sol; a mácula recebe diretamente a radiação ultra-violeta que contribui para sua degeneração devido a ação dos radicais livres.

Quanto devemos ingerir de luteína? Não há nenhuma recomendação formal sobre isto, mas os nutrólogos acham que cerca de 6 miligramos por dia seria uma quantidade recomendável, baseado nos conhecimentos atuais, o que é equivalente a duas saladas por dia que contenham espinafre, o que é muito para a maioria das pessoas. Outro dado é que o espinafre encabeça a lista dos alimentos mais consumidos por pessoas que não contraem câncer. Possui propriedade antioxidante e anticancerígena, contém quatro vezes mais caroteno e três vezes mais luteína do que o brócolis. Rico em fibras que auxiliam a controlar o colesterol e é uma excelente fonte de antioxidantes.

Previne o câncer de intestino? Dizem que sim: uma substância presente no brócoli, espinafre, no tomate e na laranja ajuda a evitar tumores de intestino. A luteína, conforme pesquisas recentes, ajuda a evitar o câncer de cólon, uma das doenças que mais estão aumentando, devido às deficiências na alimentação e cêrca de 90% das vítimas estão ao redor de 50 anos!! A luteína possui propriedades antioxidantes e age diretamente na membrana das células, fazendo com que elas sejam menos suscetíveis ao ataque dos radicais livres. Mudar de hábitos à mesa é muito importante. Entre as causas que foram estudadas como responsáveis pela elevação do risco de câncer de cólon e de reto, a alimentação ocupa o primeiro lugar! Uma dieta rica em gordura aumenta a chance da pessoa desenvolver este tipo de câncer. Para se evitar o câncer de cólon e reto, o ideal é ingerir 5 porções de frutas e verduras por dia. Diante disso, Scott Featherston, um estudante da Universidade de Arkansas, especializando-se em nutrição de alimentos no geral, disse que tem tentado adicionar espinafre às refeições de seus filhos há alguns anos. "Se você não contar à eles, eles nem perceberão", disse ele.