DIETA
EM FASES PARA REDUÇÃO DO COLESTEROL
Mesmo
pacientes bastante motivados não conseguirão fazer modificações
radicais e rápidas em seus hábitos alimentares e serão necessários
meses ou até anos para que façam alterações permanentes em seu
padrão alimentar. Sugere-se que estas alterações sejam gradativas,
em fases, nas quais os pacientes com alterações das gorduras no
sangue se habitue a esta dieta alternativa, necessária para seu
tratamento ideal. De acordo com a aceitação e adaptação a cada
fase da dieta proposta o paciente passaria à fase seguinte.
FASE
1
O
objetivo desta fase é modificar o costume de se consumir alimentos
ricos em colesterol e gorduras saturadas, retirando-se da alimentação
produtos como gema de ovo, leite gordo, manteiga, gordura de porco
(banha, toucinho, bacon, etc) e miúdos (coração, fígado, rim,
miolo, dobradinha, patês, e outros), que também são ricos em ácido
úrico, substituindo-os quando possível por ricota, queijos dietéticos,
como o cottage, óleos vegetais (canola, milho, girassol, soja), leite
desnatado e clara de ovo. Não sou partidário do uso de gorduras
hidrogenadas como as margarinas vegetais. Podem ser usadas a carne de
soja e o iogurte desnatado. Dar preferência à carnes brancas: aves
(sem a pele), e peixe. Alguns artifícios que podem ser usados para
que os alimentos mantenham seu sabor é se usar no lugar de um ovo
inteiro no preparo de bolos, tortas, cremes, maionese e outros pratos,
sem alterar sua qualidade é se usar a clara de 1 ovo e meio, e
adicionar 1 colher de sopa de óleo vegetal, o que funciona bem também
para omeletes.
FASE
2
O
objetivo desta fase é de se reduzir o consumo de carne e queijo com
transição gradual da dieta com padrão ocidental, na qual é grande
o consumo de carne, para uma dieta com não mais do que 200 gramas de
carne por dia. O uso da carne magra, bem limpa, será bem útil para
se reduzir a quantidade de gorduras ingeridas. Carnes gordas como hambúrgeres,
bacon, salsichas, costeletas e embutidos, deverão ser reservadas para
situações especiais. A carne deverá ser comida apenas uma vez por
dia. Um ponto importante é a alteração na composição do sanduíche
tradicional, pois a carne e o queijo não são obrigatórios, nem o
sanduíche é sempre obrigatório em um lanche, e pode ser feito de
maneira bem natural, com peito de peru, chester, verduras, e, cottage,
azeitonas, ou atum.
Deverão
ser usadas menos gordura e menos queijo. Ao invés de frituras os
alimentos deverão ser cozidos, assados ou grelhados. Deverá ser
reduzida a quantidade de alimentos que são ricos em gordura. Apenas
queijos magros deverão ser usados (ricota, cottage), e os queijos
gordos e amarelos serão reservados também apenas para ocasiões
especiais, sabendo-se que 30 gramas de queijo gordo correspondem à
cerca de 100 gramas de carne magra.
Novas
receitas deverão ser usadas, devendo as que tem por base produtos
ricos em gordura (queijo cremoso, manteiga, chantilly, etc) serem
abandonadas, sendo preferidas as que se baseiam em legumes, verduras,
frutas e cereais. As culturas orientais e mediterrânea dispões de
excelentes receitas que são pobres em colesterol e gorduras, como a
dieta mediterrânea que usa muito azeite, peixes e verduras, além de
frutas.
FASE
3
O
ponto máximo para o tratamento dos distúrbios das gorduras e seu
conteúdo médio de colesterol é de 100 gramas, lembrando que a dieta
usual nossa é de 100 a 1500 mg de colesterol; além disso neste padrão
alimentar as gorduras saturadas não ultrapassam 6% do total de
calorias. Deverá ser mais reduzida a quantidade de carne e queijo, o
que será problemático para algumas pessoas. Para minimizarmos o
problema vamos tecer alguns comentários a respeito do consumo de
carne pelas homens: O homem sempre comeu carne, o que ele nem sempre
fez foi comer tanta carne diariamente, e sim algumas vezes por semana.
Hoje em dia o consumo de carne, dado a problemas econômicos, só é
possível a uma pequena parcela da população mundial, mas também não
é vantagem do ponto de vista de saúde individual poder-se comer
carne em grande quantidade todos os dias.
A
proposta é de que a carne bovina, suína, de peixe e aves sejam
usadas mais como condimento do que como alimento. A carne não deveria
ocupar o centro da mesa como prato principal, e sim, um belo prato de
legumes, verduras e cereais, como soja, milho, feijão, lentilhas,
ervilhas e arroz integral. A carne deveria ser consumida em pequenas
quantidades, cerca de 100 gramas por dia, já a de peixe poderia ser
usada em maior quantidade, cerca de 150 a 200 gramas por dia, pois além
de ser pobre em colesterol é rica em ácidos graxos essenciais, tipo
Omega 3 e Omega 6, com conhecidas propriedades benéficas à saúde,
além de elevar o colesterol “bom”- o HDL-Colesterol. Novas
receitas serão necessárias, sempre a base de grãos, cereais,
legumes e frutas. Recomenda-se o uso da carne bovina ou suína apenas
1 vez por semana, carne de aves cerca de 2 a 3 vezes e peixe por 3 a 4
vezes, podendo-se usar a soja em substituição às carnes em 1 ou 2
dias da semana, pois seria interessante não comer qualquer espécie
de carne em 1 ou 2 dias da semana. Use queijos magros – ricota,
cottage; e guarde iguarias para ocasiões especiais.
OCASIÕES
ESPECIAIS
Vários
restaurantes servem uma grande variedade de alimentos recomendados na
fase 3 da dieta. Restaurantes chineses, japoneses, italianos, espanhóis
e gregos podem servir pratos exóticos e saborosos que se adaptam
perfeitamente à dieta. Se ocorrer uma situação inevitável na qual
a possibilidade de escolha é mínima, como em jantares ou festas na
casas de amigos, procure concentrar seu apetite nas saladas, legumes e
frutas, bem como nos pratos à base de cereais, e como carne em
quantidade mínima (como um “condimento”). Convidados recebidos em
sua casa podem ser apresentados a esta nova maneira de se alimentar e
descobrirão que esta dieta também pode ser saborosa, atrativa e saudável.
Alguns alimentos deverão ser reservados para ocasiões
super-especiais, por exemplo: carne extra (churrascos), queijos
gordurosos, chocolate, doces, nozes e bebidas alcoólicas.